O ator Brandon Flynn, conhecido por “13 Reasons Why”, ganhou destaque ao protagonizar
“Fucktoys”, comédia de humor ácido escrita e dirigida por Annapurna Sriram. O filme, exibido no festival LGBTQIA+ NewFest, em Nova Iorque, mistura erotismo e crítica social, provocando debates sobre representatividade e rebeldia no cinema queer. Flynn interpreta James Francone, um ator que contrata uma profissional do sexo trans (Sadie Scott) para uma tarde de fetiches, em cenas de sexo explícito que geraram grande repercussão nas redes.
Flynn contou que o nome do personagem foi inspirado em várias figuras de Hollywood e comentou um episódio em que um artista usava um extensor para se sentir mais viril, algo que ele considerou “insano”. Segundo o ator, o papel o tirou da zona de conforto e o fez refletir sobre a hipocrisia do meio artístico. “Conheço muitas profissionais do sexo que assinaram acordos de confidencialidade com clientes de alto perfil”, disse, ressaltando que o longa evidencia os conflitos e contradições da indústria. Para ele, a diretora quis mostrar “as hipocrisias, os mundos duais e os sistemas em constante atrito”.
David Hatkoff, diretor executivo do NewFest, descreveu “Fucktoys” como um exemplo do lema do evento: “O cinema queer é um ato de rebelião”. Ele afirmou que o festival busca criar espaços de celebração e resistência, reafirmando a presença LGBTQIA+ diante das tentativas de apagamento.
Além de “Fucktoys”, Flynn interpreta James Dean na cinebiografia “Willy e Jimmy Dean”, de Guy Guido, que aborda o suposto relacionamento entre Dean e o roteirista William Bast. O ator destacou que a sexualidade de Dean foi silenciada por décadas e defendeu a importância de tratar o tema. “O mundo é tão homofóbico que ver um ícone masculino ser emotivo abala a heterossexualidade frágil de muita gente”, afirmou.
Orgulhoso de ser um ator assumido, Flynn declarou sentir responsabilidade em representar personagens que desafiam padrões: “Tenho orgulho de quem sou e vou cantar isso aos quatro ventos. Há um legado e uma responsabilidade nisso”.