Justiça considera foragido portador de HIV que não avisava mulheres sobre vírus no RJ

03/07/2017 - Justiça considera foragido portador de HIV que não avisava mulheres sobre vírus no RJ

Renato Peixoto Leal Filho foi denunciado por lesão corporal grave. Prisão preventiva foi decretada no fim de maio.

 

 

A Justiça do Rio considera como foragido um homem portador do vírus HIV que teve prisão preventiva decretada por não informar às parceiras e fazer sexo sem proteção com mulheres durante anos. Renato Peixoto Leal Filho, citado em reportagens do G1 em 2015, não foi encontrado no endereço onde mora, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste. Renato foi denunciado por lesão corporal qualificada e tentativa de lesão corporal qualificada, por ter contaminado uma delas com o vírus e ter corrido o risco com outra vítima.

Segundo a decisão da 19ª Câmara Criminal do dia 30 de maio, a desembargadora Katya Maria de Paula Menezes Monnerat pede a prisão preventiva de Renato. Segundo ela, "há perigo na manutenção da liberdade do réu que mantém uma conduta reiterada de através de redes sociais conhecer as vítimas para posterior relação sexual, sem proteção com o risco de contaminá-las."

Um habeas corpus foi pedido no Superior Tribunal de Justiça para revogar o pedido de prisão preventiva. Segundo o Ministro Saldanha Palheiro, no entanto, a liminar foi indeferida porque as circunstâncias do caso e a não localização de Renato "justificam a imposição da segregação cautelar".

Em 2015, duas vítimas relataram o caso nas redes sociais. Entretanto, segundo o acórdão dos desembargadores, o número de vítimas pode ser ainda maior. "Todos os elementos colhidos na delegacia apontam para a existência de, ao menos, outras cinco vítimas", diz o texto.

Segundo a denúncia do Ministério Público, feita com base no inquérito da 16ª DP (Barra da Tijuca), uma das vítimas que fez sexo com Renato em abril de 2015 não foi infectada pelo vírus. No entanto, outra mulher foi efetivamente contaminada após ter feito sexo com ele em julho do mesmo ano. Segundo a polícia, as vítimas eram atraídas por Renato através de sites de relacionamentos, e ele nunca mencionou sua doença a nenhuma delas.

Em depoimento à Polícia, de acordo com o acórdão, Renato afirma que uma das vítimas pediu a ele que tirasse a camisinha na hora da relação sexual e que sempre informou sobre sua doença a essa mulher. Na época, Renato não respondeu às tentativas de contato do G1.

Ameaças e vídeos íntimos

Em 2015, um áudio obtido pelo G1 mostra Renato mandando mensagens para uma das mulheres com quem teve relações sexuais. No arquivo, ele diz ter certeza que a vítima fará algo contra ele caso tenha contraído o vírus, mas ele diz que “está aqui para pagar”.

 

“É por isso que eu estou desistindo. Tomara que você não tenha, se você não tiver você nunca mais vai me ver na vida. Agora, se você tiver [contraído o vírus], eu sei que você vai fazer alguma coisa contra mim e eu estou aqui para pagar. Mostra ai, sacou? Mostra o que você quiser. Você não acredita em nada que eu falei com você né? Então você faz o que você quiser porque eu agora não quero mais. É isso”, disse Renato no arquivo.

"Eu vou te sequestrar amanhã. Vou chegar nesse seu trabalho e vou te levar nem que seja só para dormir comigo. Eu não tenho nada a perder", diz em outro áudio. Renato, na época, aparecia também afirmando que não seria preso: "Preso eu não vou. Na primeira oportunidade eu me mato, nem que eu me mate na cadeia".

Na época, uma das vítimas, que não chegou a se contaminar com o vírus conversou com a reportagem do G1. Ela afirma que teve um relacionamento com o homem por cerca de dois meses e que o exame não detectou a presença do vírus HIV em seu sangue. Mesmo assim, fez questão de denunciá-lo. Além de ir à delegacia, ela fez denúncias em redes sociais.

"Sei que ele já vinha agindo assim há muitos anos, seduzindo mulheres. Encontrei no computador vídeos dele fazendo sexo com cinquenta mulheres diferentes, e sei de pelo menos duas que foram contaminadas", afirmou, dizendo ter sido contatada primeiro por uma rede social de fotos antes de ter conseguido seu telefone.

Após pouco mais de um mês de relacionamento, a vítima descobriu exames que mostravam que o homem era soropositivo.

"Fiquei desesperada e vi até exames de outras mulheres com as quais ele tinha se relacionado antes, indicando a doença. Fiquei desesperada. Ele me ameaçou, dizendo que já que eu estaria infectada era melhor que continuasse com ele. Fiquei por mais um tempo até que não aguentei devido ao temperamento, extremamente violento e agressivo", relata.

 

Ainda segundo a vítima, o homem sempre manda para as mulheres com quem ele conversa uma foto com a filha pequena. "É para ganhar a confiança da maioria das mulheres. Ele seduz, se mostra carinhoso e gentil, e depois se transforma", destacou.

Fonte.http://g1.globo.com/


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